Uma queda de energia no meio do expediente pode deixar máquinas paradas, interromper processos e até causar perda de matéria-prima. Para algumas operações, o impacto vai muito além do tempo necessário para a rede voltar.
É nesse tipo de cenário que o BESS (Battery Energy Storage System) pode ser avaliado. O sistema armazena energia em baterias e pode fornecer energia para cargas prioritárias quando necessário.
Em quais situações o BESS deve ser avaliado?
Quando uma interrupção pode causar prejuízo
Se a falta de energia interrompe etapas importantes da operação, é necessário entender quais cargas precisam continuar funcionando durante uma queda.
O BESS pode ser dimensionado para atender esses pontos críticos pelo período definido no projeto.
Quando existem cargas que não podem parar
Servidores, automação, sistemas de segurança, refrigeração e determinados equipamentos industriais podem exigir continuidade no fornecimento.
Nesse caso, o projeto considera quais cargas serão prioritárias, qual potência elas exigem e por quanto tempo precisam permanecer alimentadas.
Quando a empresa possui energia solar
A geração fotovoltaica também pode ser integrada ao armazenamento.
O BESS permite armazenar energia para utilização posterior, dependendo do perfil de geração, consumo e configuração elétrica da empresa.
Quando o consumo apresenta picos
O armazenamento pode ser analisado como parte da estratégia de gestão energética da empresa.
Para isso, é necessário estudar o perfil de consumo, os horários de maior demanda e as características da instalação.
O que analisar antes de instalar um BESS?
O dimensionamento precisa partir dos dados reais da operação. Entre os principais pontos estão:
consumo e perfil de carga;
cargas prioritárias;
potência necessária;
tempo de autonomia;
infraestrutura elétrica;
objetivo do armazenamento.
Essas informações permitem avaliar a configuração necessária e a viabilidade técnica e econômica do projeto.
Quando vale avaliar o armazenamento de energia?
Não existe uma configuração de BESS que sirva para todas as empresas.
A avaliação faz sentido quando uma interrupção pode gerar impactos relevantes, quando existem cargas críticas ou quando o perfil de geração e consumo apresenta uma oportunidade para o armazenamento.
O primeiro passo é entender o que a operação precisa manter funcionando e dimensionar o sistema a partir dessa realidade.

